E tem filme novo para as crianças na Netflix

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E quem disse que os personagens dos contos de fadas não voltariam a nos encantar? Em Agência Secreta de Controle de Magias, acompanhamos João e Maria dos contos de fadas que, agora crescidos, se tornaram agentes secretos. Eles precisam ser rápidos e utilizar magia para encontrar um rei que despareceu.

Um filme de aventura e fantasia, de animação russa em língua inglesa. Produzido pela Wizart Animation, CTB Film Company e QED International. Baseado na história de Hänsel und Gretel dos Irmãos Grimm.

A ideia sugerida pelo título é interessante: como seria a rotina de uma Agência Secreta de Controle de Magias? Poderia investigar um universo aos moldes daquele visto nos filmes da saga MIB: Homens de Preto, por exemplo. Isso, é claro, a partir de um tom atenuado, visto de que se trata de uma animação voltada ao público infantil. No entanto, essa expectativa não chega a ser cumprida no longa do diretor Aleksey Tsitsilin (o mesmo de O Reino Gelado 2, 2014, e de suas duas sequências). Afinal, por mais que, de fato, exista uma “agência”, essa não tem nada de secreta – é notório o conhecimento a respeito dela entre todos os personagens – e muito menos serve para investigar o controle do uso das magias: é mais como uma força policial que tem como objetivo não regular, mas coibir as práticas mágicas. Este conjunto poderia apontar para uma experiência contrária à esperada, mas, felizmente, consegue driblar tais limitações, apontando para um problema maior de denominação do que de enredo.

Em um reino mágico, o rei glutão é raptado pelo seu maior pesadelo: os próprios alimentos de um banquete ganham vida e o levam embora, enrolado em um espaguete, janela afora. Maria, a mais destacada das oficiais da tal agência de segurança, é escolhida para investigar o caso e descobrir o paradeiro do monarca. Bom, sendo ela membro de uma entidade cuja atividade principal é o ‘controle das magias’, é de se esperar que essa seja sua maior habilidade, certo? No entanto, não é o que acontece, e por isso é levada a formar dupla com o mais improvável dos parceiros: João, o irmão com o qual há muito não mantém contato. Desde que cresceram e se tornaram independentes, seguiram caminhos opostos: ela como representante da lei, ele como ilusionista. Ou seja, enquanto a garota é correta e ordeira, o rapaz leva a vida enganando os outros a olhos vistos. E é justamente essa combinação que se faz necessária: uma capaz de seguir os protocolos, e outro hábil em driblá-los.

Então, prepare a pipoca e se espalha no sofá que a história é boa!

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