Avanço da Covid-19 e as mudanças no setor de eventos

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Desde que a pandemia se deu por oficial no Brasil, o setor de eventos foi o primeiro a parar suas atividades e após quase dois anos de pandemia, é o setor que mais sofre para voltar a reativar.

A expectativa do setor era que com o avanço da vacinação e a baixa nos casos de internação por Covid-19, os eventos pudessem voltar a acontecer, o que de fato se deu início. Aos poucos as liberações foram acontecendo, mas em fases experimentais, pois o fim da pandemia ainda não aconteceu.

No final de 2021, já tínhamos shows de grande porte acontecendo, podendo estar sem máscaras e comprovando a vacinação. O setor estava voltando as atividades e buscando movimentar a economia.

O avanço da variante Ômicron e o consequente aumento de casos de Covid-19 têm levado a uma nova onda de cancelamentos de shows e apresentações musicais.

Desde o Réveillon, o país vê uma escalada no número de casos de Covid-19. Nessa segunda, mais de 34 mil novos casos foram registrados. No domingo, a média móvel semanal de infecções diárias registrou um crescimento de 328,8% em relação à média móvel da semana anterior (27/12 a 2/1). Preocupam também os surtos de gripe observados em diversas capitais.

Segundo as informações da Fundação Seade, desde o dia 22 de dezembro, o índice de contaminação e internados voltou a crescer em São Paulo. O levantamento faz parte do estudo que baseou a decisão da gestão municipal de cancelar o carnaval de rua na cidade neste ano.

Realidade atual do mercado de shows: a euforia com a venda de ingressos no fim de 2021 virou incerteza. Alguns artistas já cancelaram datas por receio, por regras locais mais rígidas ou porque eles e suas equipes pegaram Covid.

Não se trata de um apagão de eventos como no início da pandemia em 2020. Há vários cantores com a agenda cheia, e a maioria dos estados e municípios ainda permite os eventos. Mas alguns shows já foram adiados por precaução.

A maioria dos cancelamentos não ocorreu por prevenção, mas porque os próprios artistas ou membros de suas equipes já estavam contaminados: Gusttavo Lima, Simone e Simaria, Xamã, Duda Beat, Israel & Rodolffo e vários outros tiveram que ficar em casa.

 

 

Ao contrário do carnaval, que já foi cancelado em grande parte do Brasil, os shows seguem liberados na maior parte do país. Mas no Ceará uma nova regra que restringe eventos em locais fechados a 250 pessoas e abertos a 500 pessoas já provocou cancelamentos.

Em São Paulo, o governo de SP recomenda limitar a 70% o público em eventos e exigir comprovante de vacinação. A medida foi sugerida às prefeituras para tentar conter avanço da ômicron. Apesar de crescimento, gestão de João Doria descarta ampliar restrições para comércios e condiciona aos municípios a implementação e fiscalização. Nos estádios, nova regra entre em vigor no dia 23.

No Rio de Janeiro, o Festival Universo Spanta, que teria mais de 150 atrações em apresentações durante todo o mês de janeiro, divulgou comunicado nesta terça-feira (11) cancelando o evento por causa do aumento do número de casos de Covid no Rio. O Festival acontecerá em 2023.

“Somos filhos da alegria, dos encontros, da leveza, do verão e do carnaval. Esse inverno prolongado, de ausência forçada, nos fez sonhar com algo do tamanho da nossa saudade. E, num grande esforço coletivo, conseguimos. Está tudo pronto. Absolutamente tudo pronto para vivenciarmos, juntxs, um festival de possibilidades, de pluralidade e de memórias inesquecíveis. Três palcos, mais de 150 atrações, milhares de artistas envolvidos e uma equipe apaixonada distribuídos num espaço de 60 mil metros quadrados pensado milimetricamente para receber as maiores estrelas do nosso Universo: vocês”, diz o início do comunicado.

Veja alguns comunicados que foram postados nas redes sociais por produtores e artistas

 

 

Importância do setor de shows, eventos e entretenimento

O setor de eventos mobiliza um espectro gigantesco de fornecedores e serviços como logística, alimentação, equipamentos de áudio visual, cenografia, grupos musicais, entre outros.

Um setor tão importante na geração de empregos do Brasil, com mais de 8 milhões de empregos diretos e indiretos, capaz de movimentar nossa economia com algo em torno de R$250 milhões de reais anuais e que percebeu uma perda de mais de R$90 bilhões ao longo de 2020, com cancelamento de mais de 350 mil eventos entre shows, concertos, festas públicas, festas corporativas, congressos, convenções e viagens relacionadas a esses eventos, segundo levantamento de estudos de órgãos do setor.

A paralisação do setor, sem dúvida, compromete na obtenção de melhores resultados para as empresas, seja a nível de receita, o crescimento econômico, mas também motivação de colaboradores.

Considerações finais de quem trabalha com música, shows, eventos

Cuide-se! Vacine-se!

Mantenha as recomendações. Use álcool em gel, evite colocar as mãos no rosto, use máscara. Hidrate-se. Procure se alimentar bem. Evite ambientes fechados e aglomerações. Faça a sua parte, use o bom senso. Tenha empatia!

Um setor prejudicado e agora com seus colaboradores infectados.

O Vitrola Musical e seus colaboradores desejam um retorno próximo e que possamos nos encher de alegria e divulgando diversão.

Luciana Scudelari

 

 

 

 

 

 

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